Participei no programa CEOx1Dia no início da minha carreira para ganhar o máximo de experiência possível. Passei o dia com Eduardo Gouveia, então CEO da Cielo, a maior empresa de soluções de pagamentos do Brasil, que ensinou-me que as ideias vêm antes das coisas e que essas ideias vêm das pessoas.

Jonas de Barros Carvalho

A chave é encontrar uma maneira de dar às pessoas a oportunidade de se desenvolverem e expressar as suas ideias.

Fazer sombra a um senior executive de uma das maiores empresas do Brasil permitiu que eu percebesse como uma grande empresa opera e o que devemos potenciar para alcançar o sucesso. Isto significa um foco nas pessoas, consumidores, resultados e transformação digital.

Aprendi que liderança é ser consistente, ter ética e honestidade no que se faz. Além disso, Eduardo ensinou-me que temos que ter empatia pelas pessoas e conhecer os seus negócios por dentro e por fora.

Para ser um líder forte, temos de ter convicção e um otimismo natural.

Hoje como partner de um negócio de e-commerce que vende moda de alta qualidade e como gestor de um negócio, cada decisão que tomo tem as suas consequências.

Impacto imediato

Às vezes, enquanto jovens, não vemos ou entendemos as consequências das nossas ações. Mas nos negócios algumas decisões têm um impacto imediato, como contratar e despedir colaboradores ou comprar equipamento. As decisões que tomo podem e irão impactar a nível macro e micro do negócio.

Por forma a juntarmos as equipas, deve existir alinhamento entre a visão da empresa e cada indivíduo. Se conseguir isto, terá menos problemas. Mas mais do que isso, tento dar aos meus colaboradores um sentimento de pertença. É importante desenvolver a responsabilidade em indivíduos capazes. Acho que dar liberdade às pessoas definitivamente ajuda à retenção.

Respostas sinceras

A melhor forma de perceber o seu próprio potencial é ser honesto sobre quem é e o que deseja. Por vezes, poderá ser extremamente difícil, mas com paciência e esforço conseguirá fazê-lo.

Acho que nós, a nova geração, deveríamos começar a questionar-nos mais: quem somos, para onde vamos e o que queremos fazer com o nosso mundo?

Se respondermos a estas questões honestamente, poderemos construir um negócio, escolher uma carreira, e convencer as pessoas a ajudarem-nos com os nossos objetivos.

Este artigo é da última edição da revista OBSERVE da Odgers Berndtson “Talent and Potential”.

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